divagando sobre tolices

24/12/2007

Woody Allen sobre relacionamentos:

"Um cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, meu irmão é louco. Ele acha que é uma galinha.' O doutor diz: 'Por que não o convence do contrário?' O cara diz: 'Eu até poderia, mas preciso dos ovos.'

Bem, acho que é isso que eu penso sobre os relacionamentos. São totalmente irracionais, loucos e absurdos. Mas continuamos neles porque a maioria de nós precisa dos ovos."    


Escrito por Pat(y) às 01h49
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13/12/2007

"O casal apaixonado é criativo por excelência. Inventa nomes, trejeitos, olhares, gestos... Tudo aquilo, enfim, que forma um código amoroso. O código não surge por encomenda: ele simplesmente explode. Não adianta o casal frio querer criar um código. Será artificial, será banal, será mentiroso como a idade das atrizes. Será, em suma, tudo menos um código.

Olho para trás e penso nos meus prórpios códigos...

Nosso namoro começara num dia 22. Vinte e dois, dizia meu avô quando cantava o bingo nas brincadeiras familiares, eram dois patos. Logo, ela era a Pata, e eu o Pato. A última carta que ela me mandou, alguns meses depois do fim, vinha assinada pela Pata. Desejava 'toda sorte do mundo' ao Pato. Tenho essa carta etá hoje, escrita nas costas de uma fotografia. Eu, Fabio, o Pato. Deus, que ridículo. Mas como eu desejei depois, por tanto tempo, e tão inutilmente, ainda que uma vez, uma única vez, que me chamassem de Pato."

Escrito por Fabio Hernandez, agora Paulo Nogueira, na coluna Homem sincero.  


Escrito por Pat(y) às 23h36
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01/11/2007

Pessoas queridas passam por situações difíceis e não podemos fazer quase nada. Podemos ouvir seus desabafos, dá o ombro para chorar, um abraço apertado e algumas palavras e opiniões, que inevitavelmente emitimos. Mas ainda que esse apoio seja algo importante que todos nós precisamos, parece pouco. A vontade é de ajudar efetivamente, como se tivéssemos o poder de tele-transportar aquela pessoa para meses depois, em que as coisas estão voltando ao seu lugar ou começando a achar lugares novos. A verdade é que somos prepotentes em achar que podemos ajudar alguém evitando que ele sofra, e nesse erro, cometemos um ainda mais grave, que é desconsiderar a importância de viver momentos difíceis; a importância de não “ajudar”, apenas de se fazer presente e ouvinte. Porque esses episódios desagradáveis que nos arrancam da rotina, que nos fazem questionar – a nós, ao outro, ao mundo -, que nos abalam e tiram nosso chão, são vitais e essenciais para o crescimento, a mudança, a descoberta de coisas novas, de outras experiências e em outra posição. E também são muitos no decorrer da vida, inevitáveis. Passamos por esses momentos da melhor forma que conseguimos e com os recursos que temos no momento, sabendo que há sofrimento, mas que eles são importantes, tão quão os momentos alegres. E não podemos nunca nos privar dessa dor, deixar que alguém nos tire o direito de passar por isso ou ajudar o outro a não sentir a dor dele. Sentimos juntos, e isso é tudo.   


Escrito por Pat(y) às 22h25
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21/09/2007

"Helinho só falava dele. Quando consegui falar de mim, ele percebeu que estava com a pessoa errada. Pediu desculpas e foi embora."


Escrito por Pat(y) às 14h36
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01/03/2007

"Despedir dá febre"

(Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas, p.52)

 


Escrito por Pat(y) às 17h42
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26/11/2006

rebordosa

"At first when i see you cry
yea it makes me smile
yea it makes me smile
at worst i feel bad for awhile
but then i just smile
i go ahead and smile"


Escrito por Pat(y) às 21h16
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10/11/2006

"As qualidades de uma boa conversa deveriam ser a polidez sem fingimento, a franqueza sem rispidez, a erudição sem pedantismo, o rigor sem aridez e, sobretudo, a disposição sincera de cooperar na busca do saber. Afinal, eles se perguntaram, o que os impedia de, sem perder a leveza e o bom humor, perseguir com afinco a verdade? O sério não é sinônimo de soturno, assim como o profundo não o é de obscuro... Se a busca do saber não precisa ser sisuda, a alegria da convivência não precisa ser frívola."

do livro Felicidade, de Eduardo Giametti


Escrito por Pat(y) às 00h41
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08/10/2006

"- Amiga, perdoa se eu me meto em sua vida, mas sinto que você vive esquecida de se lembrar que tudo terminou. Amiga, o pano se fechou no fim do ato, você não aceitou da vida o fato, que desse caso nada mais restou. Aquele por quem você se desespera e chama, por quem você procura em sua cama, na realidade a muito te esqueceu. Esqueça, refaça a sua vida urgentemente que o tempo passa e um dia,  de repente, a gente chora o tempo que perdeu.

- Amigo, eu te agradeço por sofrer comigo, mas tento me livrar e não consigo de tudo que esse cara foi pra mim. Às vezes, eu penso tanto nele que me esqueço que qualquer dia desses enlouqueço por insistir num sonho que passou. Se acaso eu jogo a minha juventude à toa, nas águas desse pranto me perdoa, e peço o teu conselho sem te ouvir. Mas ele é tudo que mais quero e que preciso, é o ar que eu necessito e não consigo, me sufocando se ele não está."
Escrito por Pat(y) às 20h41
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28/09/2006

frase da semana

"- Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir... e rir"

fingir e rir. fingir e rir. fingir e rir, fingir e rir...


Escrito por Pat(y) às 15h42
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15/07/2006

"Unbonding"

Fala-se muito da dificuldade em terminar com alguém, de terminar sem uma circunstância especial, sem uma causa justa, apenas porque a relação acabou - será que uma relação acaba mesmo por acabar ou não serão tão patéticos e frívolos os detalhes que te fazem não investir mais na outra pessoa que é melhor não revelar? - Como é difícil chegar para o namorado, marido ou amante e dizer: “Não quero mais você”. Porque é assim mesmo; independente do cuidado com as palavras, do motivo ou do quanto de carinho e respeito ainda se tem, sempre parece crueldade não querer mais alguém. E ninguém quer parecer cruel.

 

Porém ainda mais difícil que terminar com aquele com quem dividiu o mel e o fel e ainda mais cruel que recusar a paixão já usufruída, é chegar para um amigo e dizer: “Não quero mais você”. Porque inventaram que não se termina com um amigo, que não se recusa uma oferta de amizade, devemos (leia isso como dívida) gostar de quem diz gostar da gente, mesmo que seja um pedante ou uma parasita. Os namoros acabam a cada segundo, mas você nunca encontra alguém que terminou com um amigo simplesmente porque a amizade desgastou. Não é comum chegar para um amigo e dizer: “Eu andei pensando na gente e acho que deveríamos nos afastar e conhecermos pessoas novas. A nossa amizade não é mais como antes, não está mais dando certo, ficamos muito diferentes um do outro e daqui pra frente seria melhor que cada um seguisse o seu caminho. Eu quero terminar com você.”.

 

Mas se não da pra terminar com um amigo - assim como se terminam os relacionamentos amorosos – então, quando a amizade vai acabar? Só quando um dos dois morrer! E só porque você sentou ao lado daquela menina no seu primeiro dia de aula, e puxou uma conversinha qualquer, vai ter que carregar esse contato para o resto da vida. Isso sim é cruel. (Não é á toa que Ivan Lessa teve apenas 6 amigos aos longos dos anos e disse que a amizade é uma “relação e situação psicológica e emocional que sempre lhe foi difícil entender”.)

 

É hipocrisia cultivar uma amizade sem querer, apenas por estar lá ou por achar que não se pode deixar de gostar de um amigo, apenas por deixar. A vida é um ciclo e não dá pra carregar todo mundo a vida inteira. E assim como o amor – e mais uma vez parafraseando aquele lindo poema de Paulo Mendes Campos – a amizade também acaba, a qualquer hora, em qualquer lugar, por qualquer motivo e “para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto” a amizade acaba.

 

P.S – Nem todas elas acabam. Algumas se mantém viva por toda vida, de longe, de perto, “de bem”, “de mal”, no pensamento, nas atitudes e no sentimento.


Escrito por Pat(y) às 14h56
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